Call of Duty: Black Ops 7 chegou cercado de expectativa, mas bastaram poucos dias para a comunidade transformar essa euforia em frustração. Desde 14 de novembro, o shooter da Treyarch acumula críticas pesadas e despencou para a menor nota de usuários da história da franquia no Metacritic.
O contraste é gritante: enquanto a imprensa especializada entrega notas respeitáveis, o público aponta falhas na campanha, problemas de matchmaking e até uso de arte feita por inteligência artificial. O resultado é um cenário nada comum para uma série acostumada a liderar vendas e discussões.
Call of Duty Black Ops 7 amarga recorde negativo no Metacritic
No PC, os 18 reviews de veículos especializados renderam média de 83 pontos, sinalizando um jogo tecnicamente sólido. Já a parte dos jogadores conta outra história: 1,9 de 10, a pior avaliação já vista em um Call of Duty. A principal queixa recai sobre a impossibilidade de pausar a campanha, algo simples, porém irritante para quem prefere jogar sem pressa.
Reclamações também se multiplicam sobre o multiplayer. Muitos dizem que o tiroteio perdeu peso, que o misto de mecânicas antigas e novas tirou identidade do produto e que o matchmaking coloca novatos de nível 1 contra veteranos de nível 50 sem qualquer filtro de habilidade. Esse desequilíbrio aumenta a frustração e afasta parte da base.
A pontuação baixa se repete no Steam, onde apenas 42% das análises são positivas. Para um nome tão forte, ver a etiqueta “neutro” na loja oficial da Valve chama atenção e ajuda a explicar o engajamento modesto nos servidores.
Baixo pico de jogadores e polêmica com IA intensificam críticas
Segundo o SteamDB, Black Ops 7 registrou pico máximo de 100 mil jogadores simultâneos desde a estreia. O número fica distante dos 299.135 de Battlefield 6 e do fenômeno Arc Raiders, que alcançou 481.966 usuários. A marca indica que somente o peso do título não garante adesão maciça.
Imagem: Divulgação
IA generativa vira alvo de críticas
Boa parte das cartas de jogador exibidas no game traz arte com traços típicos de algoritmos generativos. A Activision até assume o uso da tecnologia na página oficial, mas a comunidade não perdoou: para muitos, o recurso transmite sensação de economia e descuido em um produto vendido a preço cheio.
No Metacritic, reviews assinados por fãs relatam a sensação de “colagem” de elementos de capítulos anteriores, reforçando a ideia de reutilização. Alguns compradores afirmam não encontrar nenhum ponto positivo na experiência, algo inédito em anos de disparidades de opinião.
Por ora, a Treyarch não comentou possíveis ajustes. Quem acompanha o OrdemGeek sabe que a desenvolvedora costuma lançar atualizações rápidas, mas a diferença abissal entre crítica e público desta vez exige mais do que simples patches de equilíbrio. Resta ver se os próximos updates conseguem reconquistar a confiança dos jogadores ou se Black Ops 7 permanecerá como o título mais mal avaliado da série.
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