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CEO da Arrowhead defende uso equilibrado de IA na criação de jogos

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O debate sobre o uso de IA nos games voltou a esquentar depois que Shams Jorjani, CEO da Arrowhead Game Studios, se posicionou publicamente sobre o tema. O estúdio, responsável por Helldivers 2, tornou-se referência recente em jogos cooperativos e agora também chama atenção pela postura sobre tecnologia.

Em entrevista ao portal The Game Business, o executivo afirmou que a indústria precisa adotar um meio-termo: nem demonizar nem idolatrar ferramentas de inteligência artificial. Segundo ele, compreender boas e más práticas deve ser o primeiro passo antes de qualquer decisão drástica.

Uso de IA nos games precisa de consenso, diz CEO

Questionado sobre a escolha da Embark Studios de gerar vozes adicionais por IA em Arc Raiders, Jorjani lembrou que reações extremas costumam dominar a conversa. De um lado, há companhias que visam automatizar até 77 % do controle de qualidade, como comentou a Square Enix. Do outro, trabalhadores temem perder espaço e rotulam toda automação como ameaça.

Para o CEO, essa disparidade só será resolvida quando o setor reconhecer que muita tecnologia “invisível” já é usada sem levantar polêmica. “Quase todo grande jogo moderno se apoia em middleware para agilizar carregamento e otimizar ativos que antes eram feitos à mão”, apontou.

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Ele reforçou que o uso de IA nos games se torna aceitável quando respeita direitos autorais e garante remuneração justa a artistas. No caso de Arc Raiders, a proposta é sintetizar falas que não foram registradas em estúdio, facilitando futuras atualizações sem obrigar regravações constantes.

Arc Raiders vira estudo de caso

Jorjani considera o exemplo da Embark interessante por combinar conveniência técnica e benefícios claros ao jogador. Afinal, missões adicionais podem chegar mais rápido, mantendo a comunidade engajada por tempo maior.

Contudo, ele alerta: “Tudo precisa ser feito da forma correta”. Para o executivo, a chave está em acordos transparentes com dubladores, assegurando pagamento proporcional ao uso da voz digitalizada. Somente assim o uso de IA nos games vai evoluir sem comprometer talentos humanos.

Mercado já convive com IA há anos, lembra Arrowhead

O chefe da Arrowhead salientou que a indústria não parte do zero. Ferramentas generativas ou preditivas já automatizam tarefas repetitivas, permitindo que equipes foquem na parte criativa. “São camadas de tecnologia que ninguém questiona porque entregam valor”, disse.

Ele acredita que definir diretrizes claras — o que pode ou não pode ser automatizado, como creditar criadores e quais dados treinar — evitará novos choques entre estúdios e profissionais. “Precisamos de linha de base para separar boa de má prática”, concluiu.

No fim, Jorjani convida desenvolvedores, dubladores e jogadores a participarem ativamente das discussões. A posição moderada reflete uma tendência que o site OrdemGeek vem acompanhando: equilibrar inovação e proteção a quem cria conteúdo. Enquanto esse ponto de equilíbrio não chega, o uso de IA nos games seguirá no centro das atenções.

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