Black Ops 7 ainda nem chegou às prateleiras, mas já domina as discussões no mundo dos games. A comunidade percebeu que boa parte das artes de menu e ícones de troféus parece ter sido criada por inteligência artificial, acendendo um forte debate.
Agora o assunto ganhou peso político. Ro Khanna, deputado dos Estados Unidos, disse que é hora de regulamentar o uso de IA pelas empresas, pressionando o governo a agir antes que os empregos criativos sejam ameaçados.
Uso de IA em Black Ops 7 coloca franquia da Activision sob holofotes
O ponto central das críticas recai sobre a suposta dependência de ferramentas automatizadas para gerar imagens dentro de Black Ops 7. Jogadores acostumados a conteúdos artesanais sentiram falta de personalidade nos elementos visuais e levantaram a suspeita nas redes.
Em resposta, Khanna publicou no X que “as companhias não podem substituir trabalhadores apenas para aumentar lucros”. Segundo ele, artistas deveriam opinar sobre a implementação dessas tecnologias, receber participação nos ganhos e contar com um “imposto sobre deslocamentos em massa” quando seus cargos forem afetados.
O parlamentar defende que o debate avance rapidamente no Congresso. Para ele, o caso de Black Ops 7 serve como exemplo prático de como grandes editoras podem adotar inteligência artificial em larga escala sem regras claras, criando um precedente perigoso para toda a indústria.
Activision explica processo criativo e comunidade reage
Procurada para comentar, a Activision confirmou que utiliza “diversas ferramentas digitais, inclusive IA”, destinadas a “dar poder e apoio às nossas equipes na criação das melhores experiências possíveis”. A empresa garante que todo o processo continua liderado por desenvolvedores humanos.
Imagem: Bruno Galvão
A resposta, no entanto, não encerrou o debate. Jogadores seguem satirizando a campanha do novo Call of Duty nas redes, que teria momentos genéricos e pouca inovação. Muitos pedem mais transparência sobre que parte do jogo foi gerada por inteligência artificial.
Pressão por regras trabalhistas
Governos de outros países observam o movimento norte-americano. Caso uma legislação seja aprovada, ela pode influenciar normas globais sobre IA em produções culturais, de games a cinema.
No Brasil, entidades como a Abragames acompanham a discussão de perto. Enquanto isso, o OrdemGeek continuará monitorando cada desdobramento para manter você atualizado. Fique de olho e compartilhe sua opinião: a IA nos games deve ter limites?
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