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Justiça condena Activision Blizzard a pagar R$ 8 mil por banir jogador de Call of Duty

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Três meses longe do jogo favorito renderam mais que frustração para Felipe Tullio. O gamer de 41 anos ganhou na Justiça o direito de receber R$ 8 mil da Activision Blizzard depois de ser banido de Call of Duty sem qualquer explicação.

A sentença, emitida pela 12ª Vara Cível de Campinas, destacou a falta de transparência da empresa e a violação de direitos previstos na Lei Geral de Proteção de Dados. A decisão ainda cabe recurso, mas já acende alerta para outros jogadores que enfrentam suspensões semelhantes.

Multa de R$ 8 mil por banir jogador de COD expõe falhas na transparência

No processo, Tullio relatou que perdeu acesso ao game em agosto de 2024 e só recuperou a conta após noventa dias. Ele reivindicou danos morais alegando prejuízos às amizades virtuais e à própria reputação, manchada pelo estigma de trapaça. O juiz Herivelto Araujo Godoy concordou, classificando o bloqueio como arbitrário e abusivo.

Em sua defesa, a Activision Blizzard alegou “atividades suspeitas de alta gravidade”, mas não apresentou provas. Para o magistrado, a ausência de evidências fere o princípio da dignidade da pessoa humana no ambiente digital, além de contrariar a LGPD, que garante ao usuário acesso aos dados coletados sobre ele.

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A advogada Manuela Oliveira, que acompanhou o caso, afirma que informações de login, horário, hardware e localização registradas por Call of Duty podem — e devem — ser solicitadas pelo jogador sempre que uma punição ocorrer. Segundo ela, a sentença reforça que empresas precisam detalhar o motivo de qualquer banimento.

Justiça condena Activision Blizzard a pagar R$ 8 mil por banir jogador de Call of Duty - Imagem do artigo original

Imagem: Divulgação

Decisão pode influenciar outros casos semelhantes

Embora o valor de R$ 8 mil pareça modesto para uma gigante do setor, o impacto vai além da quantia. A condenação cria precedente que deve ser observado por plataformas de jogos on-line, justamente porque cobre a relação entre coleta de dados e penalizações automáticas.

O que muda para quem joga on-line

Para o público do OrdemGeek, a mensagem é clara: se houver suspensão sem justificativa, o caminho legal está aberto. Jogadores podem exigir explicações formais, acesso às provas e, se necessário, buscar reparação por danos morais.

Ainda é possível que a publisher recorra em instâncias superiores, mas, por enquanto, o processo demonstra que transparência já não é mais opcional. Tanto no Brasil quanto em outros mercados, a discussão sobre direitos do consumidor gamer deve ganhar força nos próximos meses.

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