A batalha judicial entre a Krafton e os três fundadores da Unknown Worlds, estúdio responsável por Subnautica, ganhou novos capítulos. De acordo com documentos apresentados ao tribunal, a editora teria recorrido à inteligência artificial da OpenAI para escapar de um bônus contratual de US$ 250 milhões.
Charles Cleveland, Adam McGuire e Edward Gill afirmam que foram demitidos sem justa causa em 2025, pouco antes de metas de vendas de Subnautica 2 entrarem em vigor. Agora, provas internas apontariam que a ordem partiu do topo da companhia sul-coreana.
Krafton pediu ajuda à ChatGPT, segundo acusação
Nos autos, o trio revela e-mails que supostamente mostram executivos da Krafton perguntando à ChatGPT como “contornar obrigações de earn-out sem violar contrato”. A expressão Krafton pediu ajuda à ChatGPT aparece repetidamente nos trechos anexados ao processo, reforçando a tese de tentativa deliberada de economizar o valor combinado na aquisição do estúdio.
A cláusula em disputa garantia até US$ 250 milhões caso Subnautica 2 atingisse metas de mercado. Temendo o pagamento, a empresa mãe de PUBG teria cogitado adiar o game ou assumir o comando direto da Unknown Worlds, retirando os fundadores de cargos estratégicos. Essa manobra, defendem os autores, cortaria o vínculo entre desempenho do jogo e bônus de venda.
Além das conversas com a IA, o material inclui mensagens internas nas quais o CEO da Krafton avalia reduzir “significativamente” os prêmios aos desenvolvedores. Para Cleveland, isso provaria que a demissão foi planejada, e não resultado de “baixa dedicação”, como a editora alega.
Disputa judicial esquenta com troca de acusações
A Krafton nega ter usado a ferramenta da OpenAI para burlar o contrato e sustenta que “Krafton pediu ajuda à ChatGPT” é apenas uma narrativa criada pelos ex-funcionários. Segundo a defesa, Cleveland teria orientado os colegas a apagar o histórico de prompts para eliminar evidências comprometedoras do trio — não da companhia.
Imagem: Bruno Galvão
Posição da Krafton
No contra-ataque, a editora afirma que convidou os três a reassumir seus cargos mas, diante da recusa, optou pela demissão. Alega ainda que os fundadores levaram documentos confidenciais das duas empresas, o que teria motivado a adoção de “medidas protetivas”.
O processo, iniciado no verão de 2025, segue sem data para julgamento final. Enquanto isso, Subnautica 2 continua em desenvolvimento e permanece entre os títulos mais desejados na Steam. A comunidade gamer, inclusive os leitores do OrdemGeek, acompanha de perto cada atualização do caso, curiosa para saber se a frase-chave “Krafton pediu ajuda à ChatGPT” ganhará comprovação definitiva em tribunal.
Até lá, o embate judicial promete novos capítulos e pode redefinir contratos de earn-out em futuras aquisições da indústria de games.
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