O trio Yokoyama Masayoshi, Hiroyuki Sakamoto e Ryosuke Horii, nomes à frente de Like a Dragon, deixou claro que a franquia não vai ceder a pressões externas.
Mesmo buscando novos jogadores fora do Japão, o estúdio japonês garante que manterá sua identidade cultural intacta.
A decisão foi revelada em entrevista recente, elevando o debate sobre adaptações ocidentais em jogos orientais.
A Ryu Ga Gotoku Studio também trabalha no próximo Virtua Fighter, mas reafirma: Like a Dragon é prioridade.
Eles defendem que alterar cenário ou protagonista para agradar ao mercado global destruiria o DNA da série.
Por isso, prometem seguir produzindo histórias em solo nipônico, repletas de elementos típicos da cultura japonesa.
Like a Dragon e a missão de crescer sem perder a essência
Masayoshi reconhece que o público internacional ainda é pequeno, porém afirma que o caminho não passa por “americanizar” o jogo.
Segundo ele, trocar o protagonista por um estrangeiro ou mudar o cenário para outro país seria negar tudo que torna Like a Dragon único.
“Se fizéssemos isso, já não seria Like a Dragon”, declarou o produtor.
Sakamoto acrescenta que o objetivo é ampliar o alcance explicando melhor ao mundo o que faz a franquia especial.
Ou seja, comunicar valores japoneses em vez de substituí-los.
Assim, a equipe planeja utilizar feedback global para ajustes sutis, nunca para transformar radicalmente a experiência.
Horii vai além: “Se não formos capazes de preservar nossa marca, seria melhor dissolver o time e criar algo novo”.
A postura firme ecoa entre fãs, que há tempos elogiam a autenticidade dos bairros recriados em Tóquio e Yokohama.
No OrdemGeek, a comunidade comemora a decisão como sinal de respeito à base fiel que acompanha a saga desde Yakuza.
Imagem: Bruno Galvão
Feedback mundial sem perder o sabor local
Expandir o alcance internacional não significa ignorar tradições.
Para a Ryu Ga Gotoku, a chave é usar comentários estrangeiros para refinar mecânicas, interface e acessibilidade, mantendo trama e ambientação tipicamente japonesas.
Com isso, Like a Dragon reforça a posição de representante legítimo da cultura pop do arquipélago nos videogames.
Virtua Fighter segue a mesma filosofia
Enquanto prepara o novo Virtua Fighter, o estúdio promete aplicar a mesma lógica: evoluir jogabilidade, não a identidade.
Portanto, quem espera uma pancadaria arcade com tempero japonês pode ficar tranquilo: nada de ocidentalizar personagens ou arenas.
Quer opinar sobre esse posicionamento? Comente aqui e conte se você acha que manter a essência é o melhor caminho para conquistar novos fãs.
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