A Valve voltou aos holofotes ao apresentar, em 12 de junho, a nova geração da Steam Machine. O equipamento, bem mais compacto que o projeto de 2013, aposta em um combo fechado de hardware e SteamOS para entregar jogos de PC de forma simples.
Mesmo assim, a empresa já admite enxergar o computador como um “ponto de partida” para outros fabricantes. A ideia é que marcas parceiras lancem seus próprios desktops prontos para rodar SteamOS, tornando a plataforma Linux uma ameaça real ao domínio do Windows nos games.
Nova Steam Machine abre caminho para PCs com SteamOS
Segundo o engenheiro Yazan Aldehayyat, a primeira Steam Machine até era “legal”, mas não vingou porque cada parceiro usava um conjunto distinto de peças e um sistema baseado em Windows. Agora, a estratégia mudou: a Valve define as especificações e entrega tudo pré-configurado, algo que reduz dores de cabeça para o consumidor.
A empresa acredita que esse modelo fechado serve como vitrine. Quem curtir o formato poderá montar, comprar ou revender variações personalizadas da nova Steam Machine, mantendo o SteamOS como elo comum. Dessa forma, o usuário ganha liberdade para turbinar o PC sem perder acesso à biblioteca da plataforma.
Experiência do Steam Deck influencia o projeto
O sucesso do portátil Steam Deck ensinou à Valve que muita gente quer jogar sem esquentar a cabeça com instalação de drivers ou ajustes finos. A nova Steam Machine segue a mesma lógica: ligou, baixou o game e saiu jogando, enquanto o Proton faz a ponte para títulos feitos para Windows.
Além disso, a interface otimizada para controle e a loja integrada reforçam a sensação de “console”, apesar de o produto continuar sendo um PC completo. Isso deve agradar quem busca praticidade, mas também deseja mexer no sistema quando quiser.
Imagem: Divulgação
Para o OrdemGeek, a possibilidade de pequenos estúdios testarem versões otimizadas do SteamOS pode até estimular ports nativos para Linux, incrementando ainda mais o ecossistema.
Drivers proprietários podem frear expansão da ideia
A Valve confirma que colaborou com a AMD em uma solução gráfica customizada. Por um lado, isso garante desempenho otimizado; por outro, cria dependência de drivers que, no momento, não estão disponíveis publicamente.
Fabricantes interessados em lançar máquinas inspiradas na nova Steam Machine terão de negociar diretamente com a AMD ou investir tempo adaptando componentes equivalentes. Esse obstáculo técnico pode atrasar, mas não necessariamente impedir, a multiplicação de desktops com SteamOS.
Aldehayyat demonstra otimismo: “Estamos muito animados para ver o que terceiros vão fazer”. Resta saber quem dará o primeiro passo e quando veremos, nas prateleiras, versões customizadas capazes de rivalizar com consoles tradicionais e PCs gamers prontos para uso.
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