Geralt de Rívia quase não precisou escolher entre Yennefer e Triss. A CD Projekt Red revelou que, durante a maior parte da produção de The Witcher 3, o game seguia sem qualquer opção de romance. A mudança só aconteceu bem perto da conclusão dos trabalhos, quando o estúdio percebeu que faltava um conflito afetivo que prendesse ainda mais o jogador.
Em entrevista ao PC Gamer, Adam Badowski — um dos CEOs do estúdio polonês — contou que a decisão foi tardia, mas essencial. Segundo ele, a narrativa girava naturalmente ao redor de Yennefer, o amor histórico de Geralt, porém a ausência de alternativas deixava uma lacuna, principalmente para quem acompanhou Triss ao longo dos dois títulos anteriores.
The Witcher 3 quase ficou sem triângulo amoroso
Badowski explicou que, inicialmente, The Witcher 3: Wild Hunt focava a relação do protagonista com Yennefer enquanto buscava Ciri. A trama já entregava drama suficiente, mas a equipe sentiu falta de um elemento de escolha capaz de engajar os fãs em discussões — algo que sempre impulsionou a série de livros e os jogos anteriores.
Foi nesse estágio avançado do projeto que os desenvolvedores adicionaram as linhas de diálogo, cenas e missões que permitem ao jogador decidir se quer investir em Yennefer ou Triss. O trabalho extra incluiu roteirização de bifurcações, gravação de vozes e ajustes nas cutscenes, tudo condensado em um cronograma apertado.
Mesmo chegando tarde, a inclusão do triângulo amoroso fortaleceu o envolvimento da comunidade. Hoje, escolher entre as duas feiticeiras se tornou um dos assuntos mais comentados em fóruns e redes sociais, influenciando guias, memes e até debates calorosos sobre qual romance é o “canônico”.
Por que Triss entrou na disputa
A presença marcante de Triss Merigold nos primeiros jogos ganhou peso na decisão. Muitos fãs passaram horas ao lado da personagem em The Witcher e The Witcher 2, criando laços que o estúdio não quis ignorar. Badowski admite que essa popularidade ajudou a reforçar a necessidade de dar ao público a chance de manter o vínculo — ou rompê-lo de vez.
Imagem: Bruno Galvão
Além disso, oferecer duas rotas românticas abriu espaço para finais diferentes, aumentando a rejogabilidade de The Witcher 3 e prolongando a vida útil do game. Para um RPG de mundo aberto, criar novos motivos para revisitar suas centenas de horas de conteúdo sempre conta pontos.
Impacto na experiência do jogador
No fim, a atualização de última hora contribuiu para o status de clássico que The Witcher 3 carrega até hoje. Jogadores sentem o peso das decisões sentimentais, gerando experiências únicas em cada campanha. E é exatamente esse tipo de liberdade que mantém o título em evidência, anos depois do lançamento.
Seja você do time Triss ou Yennefer, o fato é que o caminho poderia ter sido único. Graças ao ajuste final da CD Projekt, relatado agora por Badowski, The Witcher 3 ganhou um tempero extra e reforçou seu lugar de destaque nos debates do universo gamer — assunto que o site OrdemGeek acompanha de perto.
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