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Sete em cada dez jogos gacha fecham antes de completar três anos, indica estudo

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Entrar no mercado mobile com um gacha parece promissor, mas os números contam outra história. Um levantamento recente analisou mais de dois mil lançamentos no Japão. O resultado mostra que a maioria desses títulos nem chega ao terceiro ano de vida.

Segundo o estudo, sete em cada dez projetos encerram as atividades antes de completar o segundo aniversário. A concorrência intensa e os custos crescentes pesam na balança. Até produtoras consagradas sentem o impacto.

Setor de jogos gacha enfrenta alta rotatividade

O relatório destaca que 70% dos games como serviço fecham as portas antes do terceiro aniversário, um índice alarmante para o modelo free-to-play. Muitos estúdios abandonam os servidores no segundo ano, quando a base de usuários costuma encolher e a receita de microtransações não cobre mais as despesas.

Com o mercado mobile japonês saturado, jogadores concentram tempo e dinheiro em poucos títulos gigantes. Essa concentração dificulta a vida de novos concorrentes, que precisam investir pesado em campanhas de aquisição para chamar atenção.

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Trabalhadores do setor já comparam a situação a um “Titanic” afundando, principalmente porque o custo de produção sobe a cada ciclo de hardware e software. Investir milhões em arte, dublagem e infraestrutura de servidor virou requisito mínimo para competir.

Para complicar, atualizações constantes são obrigatórias. Sem eventos, personagens e narrativas inéditas, o público migra em minutos para o rival seguinte. Mantê-los engajados representa um gasto contínuo que nem todo estúdio consegue bancar.

No fim, o resultado é uma lista crescente de aplicativos descontinuados, deixando fãs órfãos e manchando a reputação de quem aposta nesse formato sem planejamento de longo prazo.

Produção cara e padrões elevados dificultam a sobrevivência

Mesmo gigantes da indústria encaram dificuldades. A Square Enix viu vários de seus projetos mobile encerrarem operações recentemente, refletindo a pressão por resultados rápidos. Já a Akatsuki Games desligou Tribe Nine, baseado na obra do criador de Danganronpa, antes de completar um ano de atividade.

Grandes nomes também sofrem cortes

A investida de empresas chinesas, como a miHoYo, elevou o sarrafo de qualidade. Genshin Impact provou que é possível reunir gráficos de ponta, mundo aberto e conteúdo frequente em um celular, redefinindo a expectativa do público. Para rivais menores, acompanhar esse ritmo significa gastar muito mais logo na largada.

Analistas apontam que o formato ainda oferece retorno potencialmente alto, mas o risco cresce junto. Sem base leal de jogadores e estratégia de conteúdo sustentável, o destino mais provável continua sendo o desligamento precoce.

O levantamento serve de alerta para estúdios que planejam entrar no segmento. No OrdemGeek, acompanharemos de perto as próximas movimentações desse mercado volátil, onde apenas poucos eleitos conseguem soprar as velinhas do terceiro aniversário.

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