Mesmo com o retorno do detetive Benoit Blanc, Acorda, Defunto: Um mistério Knives Out não empolgou o público que resolveu sair de casa. O longa, terceiro capítulo da franquia de Rian Johnson, passou por uma exibição restrita em alguns cinemas norte-americanos antes da estreia oficial na Netflix, marcada para 12 de dezembro.
Nesse curto período, o título acumulou meros US$4 milhões, resultado que acende o sinal de alerta para quem acompanha a performance de filmes com selo de streaming nas salas tradicionais. A marca representa o pior começo da saga e coloca o estúdio em posição curiosa: afinal, o contrato com a plataforma prevê exatamente esse modelo de lançamento híbrido.
Acorda, Defunto: Um mistério Knives Out enfrenta a pior abertura da série
A comparação com os antecessores deixa o cenário ainda mais claro. O primeiro Knives Out, lançado em 2019 exclusivamente nos cinemas, arrecadou cerca de US$13 milhões nos cinco primeiros dias e encerrou sua trajetória com expressivos US$313 milhões no mundo todo.
Já Glass Onion, segundo episódio criado após o acordo bilionário com a Netflix, somou US$15 milhões no mesmo intervalo apesar de também ter ficado pouco tempo em cartaz. Na prática, Acorda, Defunto: Um mistério Knives Out fez menos da metade desse valor, mesmo mantendo o elenco estrelado e o tom de mistério que consagrou a série.
Especialistas apontam que o público pode estar aguardando a chegada direta ao streaming, o que reduz a urgência de pagar por um ingresso. Além disso, a exibição limitada restringe naturalmente a quantidade de sessões disponíveis.
Por que a estratégia híbrida ainda divide opiniões?
O modelo adotado pela Netflix combina apresentações pontuais no circuito tradicional com o lançamento quase imediato na plataforma. De um lado, garante elegibilidade para prêmios e cria algum burburinho. De outro, parece insuficiente para gerar bilheterias robustas, como comprova o caso de Acorda, Defunto: Um mistério Knives Out.
Imagem: Bruno Galvão
Números reforçam tendência de migração para o sofá
Cada vez mais, produções grandes chegam ao streaming em questão de dias, mudando o hábito de consumo. Quando o espectador faz as contas, esperar pode ser mais atrativo do que pagar inteira ou meia-entrada.
Para a Netflix, o verdadeiro termômetro será a audiência a partir de 12 de dezembro. Se o filme explodir em views, o valor modesto nos cinemas terá servido apenas como aperitivo.
O OrdemGeek segue de olho nessa disputa entre telona e sofá. E você, pretende assistir ao terceiro mistério de Benoit Blanc na estreia da Netflix ou ainda vai tentar pegá-lo no cinema? Conte pra gente nos comentários!
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