A revelação da nova Steam Machine empolgou quem acompanha cada passo da Valve, mas a fabricante tratou de esfriar os rumores sobre seu próximo portátil. Em entrevista recente, a empresa reiterou que o aparelho apresentado esta semana não serve como termômetro para o aguardado Steam Deck 2.
Segundo o engenheiro de software Pierre-Loup Griffais, o sucessor do Steam Deck só sai do papel quando oferecer um desempenho verdadeiramente de nova geração, e não uma melhoria modesta. Enquanto isso, fãs de jogos portáteis precisam conter a ansiedade.
Quando chega o Steam Deck 2?
Griffais explicou ao site IGN que a Valve busca um “upgrade de desempenho que valha a pena virar um produto separado”. Ou seja, nada de avanços de 20% ou 30%: a meta é ir além de 50% sem sacrificar a autonomia da bateria.
Para o engenheiro, ainda não existem SoCs no mercado capazes de entregar esse salto dentro do consumo energético aceitável para um handheld. Portanto, a companhia prefere aguardar até que a tecnologia esteja pronta antes de iniciar a produção do Steam Deck 2.
Esse posicionamento contrasta com marcas como ASUS e Lenovo, que já lançaram vários portáteis baseados em Windows para aproveitar o momento. Mesmo sem o hardware mais potente, o Steam Deck original segue popular graças às otimizações do SteamOS.
Por que a Valve não quer pressa?
A empresa acredita que lançamentos anuais diluem a identidade do produto. Manter um ciclo de atualização mais longo garante que desenvolvedores otimizem seus jogos para uma base de usuários maior e mais homogênea.
Imagem: Divulgação
Além disso, a equipe de Griffais pretende evitar a sensação de obsolescência precoce. Se o usuário investe no Steam Deck hoje, a Valve quer que ele se sinta satisfeito por vários anos, reforçando a confiança na marca — algo que o OrdemGeek acompanha de perto.
Valve prioriza salto geracional real
Internamente, a fabricante já tem uma visão clara do que espera do Steam Deck 2. Contudo, até que apareça um chipset capaz de cumprir essa lista de requisitos — desempenho substancialmente maior sem reduzir a vida útil da bateria — o portátil permanecerá somente nos planos.
Enquanto isso, a nova Steam Machine pode inspirar outros fabricantes a adotar o SteamOS em desktops compactos, criando um ecossistema ainda maior para os jogos de PC. Porém, a companhia faz questão de separar os projetos: um não interfere no cronograma do outro.
Assim, quem aguarda o Steam Deck 2 precisará de paciência. A Valve garante que, quando chegar a hora, o portátil terá poder suficiente para justificar o nome “próxima geração”. Até lá, o foco segue na experiência sólida oferecida pelo modelo atual.
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